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Beltrame defende regulamentação das drogas em CPI na Alerj

Secretário disse que o combate às drogas é irracional e que país precisa encontrar uma solução

Jornal O Dia, 24 de maio de 2016

beltrameO secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, defendeu nesta terça-feira, 24 demaio, diante dos deputados que integram a CPI dos Autos de Resistência na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), uma mudança efetiva na política de combate às drogas no país. Beltrame mais uma vez se mostrou favorável a regulamentação do uso das substâncias hoje proibidas como tentativa de solução para a violência crescente, sobretudo nas grandes cidades como o Rio de Janeiro.
“O combate às drogas, hoje, é uma coisa irracional. O estado tem que se preparar para tratar o jovem (usuário). Descriminalizada (a droga) já é. É preciso regulamentar. Estive em Portugal para ver como funciona isso lá, e funciona maravilhosamente. É preciso tentar aqui”, disse Beltrame aos deputados.
A simples regulamentação, no entanto, não seria a solução, segundo Beltrame. O secretário disse que o país precisa discutir segurança pública além dos limites da polícia. E voltou a criticar o Estado brasileiro pela sua ineficiência no combate aos demais fatores que estimulam a violência. “Se guerra fosse solução, no Rio de Janeiro não haveria violência por tudo o que se fez aqui, principalmente na década de 70″, relembrou.
Beltrame comparou a regulamentação das drogas ao Estatuto da Criança e do Adolescente, considerado não apenas por ele, mas por especialistas em segurança pública e educadores como uma conquista da sociedade brasileira que, no entanto, não é cumprida como deveria.
“O Estatuto é maravilhoso. O problema é que ele vira sempre questão de polícia. Eu não tenho problemas em vir aqui à Alerj abrir as vísceras da segurança pública. Mas a Assistência Social faz o mesmo? A Educação? Quanto é investido? A gente precisa discutir isso também”, pontuou.
O secretário reclamou mais uma vez da morosidade do poder público em oferecer cidadania às classes menos favorecidas da população. “Sempre convivemos com discursos cínicos de prefeitos e governadores de que não podiam chegar nas comunidades para realizar os programas necessários. Agora podem. Na Providência, por exemplo, já podia. E nada foi feito. A situação (de violência) voltou. Entramos lá de novo. E agora o poder público já pode entrar novamente… tem comunidade onde começamos um trabalho em 2008 e ainda hoje tem esgoto correndo a céu aberto. Fica difícil”, lamentou.

PM morto estava desarmado porque polícia não emitiu registro de arma

Mãe afirmou que morte de policial aconteceu por ele estar desarmado.

 

Secretário do RJ diz que Craf não foi emitido por causa da falta de papel.

O PM Evaldo estava chegando para trabalhar na UPP do Alemão quando foi atacado por criminosos.

A falta de papel para a emissão do certificado de registro de arma de fogo teria contribuído para a morte do policial militar Evaldo César Silva de Moraes Filho, segundo o que afirmou a mãe do PM durante o enterro do filho: “Morreu por causa de um pedaço de papel para o meu filho usar uma arma, que ele suou para comprar. Um papel que não tem no Estado. Um papel. Mas eles têm avião, navio, ouro”, lamentou a mãe do policial durante o enterro no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Norte do Rio.
De acordo com ela, ele só estava desarmado porque ainda não tinha o registro de arma de fogo, que é um documento necessário para que os policiais usem armas particulares que não sejam da corporação. O secretário de Segurança Pública do Estado do RJ, José Mariano Beltrame, admitiu que o policial estava desarmado porque está faltando papel para o certificado de registro de arma de fogo, chamado de Craf.
“Só que a questão do Craf tem um detalhe: a falta de papel, ela existe, é que não é um papel comum, é um papel selo, é um papel tipo papel de passaporte, ele é todo estilizado, com marca d´água. Mas isso está licitado, está comprado e está pago, não é uma questão de falta de movimentação da Polícia Militar. Pelo menos essa foi a resposta que eu tive do comandante geral da PM, já sabendo dessa demanda”, afirmou o secretário Beltrame.
O secretário falou também da operação no conjunto de favelas do Alemão para prender suspeitos responsáveis pela morte do PM. Ele disse que um dos presos na ação, envolvido em um ataque no Alemão na semana passada, estava com a tornozeleira eletrônica desligada.
“Existe um suspeito preso, e já foi com sua prisão confirmada, que é um suspeito que estava com a tornozeleira desligada desde o dia 23 de abril. E esse suspeito participou de um confronto na segunda-feira da outra semana com policiais da UPP do Alemão aonde dois marginais foram mortos e este marginal conseguiu se evadir. Eu queria dizer que o sistema de colocar a tornozeleira para esse homem foi dado a ele para ele matar a polícia. Não se tem controle. E sabe quem acaba fazendo isso? É a polícia de novo. Só que antes da polícia fazer isso, eles acabam matando covardemente um, dois policiais”, disse Beltrame.

Ainda de acordo com o secretário, se nada for feito a respeito os policiais continuarão morrendo de forma cruel e indiscriminada. Ele ainda ressaltou que hoje em dia o PM não morre mais durante confronto com criminosos, mas de forma covarde.
“Se isso continuar, essas barbaridades vão continuar acontecendo, principalmente a traição, como está acontecendo nesse lugar. O policial, hoje, no Rio de Janeiro, não morre mais em confronto, o que acontece aqui é tocaia, é covardia. E isto tem que ser considerado não pelo secretário, mas por todas as pessoas que são responsáveis, direta ou indiretamente, pela vida dos cidadãos e dos policias”, afirmou o secretário.

Justiça ordena arresto de R$ 1,5 bilhão do Estado para pagar salários de abril dos servidores

Servidores inativos recebem pelo Bradesco

O juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves, da 8ª Vara de Fazenda Pública, ordenou o arresto imediato de R$ 1,5 bilhão das contas do governo do Estado. A decisão do juiz concede a tutela antecipada pedida pela Federação das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos do Estado do Rio (Fasp) para o pagamento de todos os servidores do Estado do Rio, sejam ativos ou inativos. A ordem foi expedida no início da tarde desta segunda-feira e será encaminhada para cumprimento pelos oficiais de justiça.

A Fasp já conta com os dados enviados pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) das contas do servidores para que o repasse seja feito até o fim da noite aos mais de 460 mil funcionários do Estado. A tutela pedida pela Federação cobrava o pagamento de todo o funcionalismo até o 3º dia útil do mês seguinte ao trabalhado, como o calendário de pagamento até dezembro de 2015. Hoje os pagamentos estão sendo feitos no 10º dia útil do mês seguinte ao trabalhado.

A decisão antecipa, desta forma, o pagamento dos servidores. O governo ainda não garantiu que o pagamento seria feito no dia 13. Na semana passada, a secretária de planejamento afirmou que somente arrestos poderiam ajudar nos pagamentos.

A decisão ressalta que, caso seja necessário, os oficiais de Justiça podem requisitar força policial para cumprimento da ordem. De acordo com o texto, a mudança da data de pagamento dos servidores para o 10º dia útil do mês subsequente impõe “ônus excessivo” aos servidores públicos (ativo e inativos) e pensionistas. A decisão ainda lembra que, com o descumprimento pelo Estado do Rio, várias associações e sindicatos vem buscando garantir o pagamento de seus representados em ações judiciais, o que é prejudicial e pode ter como consequência decisões conflitantes sobre o mesmo tema.

De acordo com a ordem, a folha de pagamento de abril de servidores ativos e inativos do Estado do Rio é de R$ 1.561.699.299,80.

O advogado que representa a FASP, Carlos Henrique Jund, diz que os salários podem sair nesta segunda:

- A expectativa é que o pagamento seja realizado ainda hoje. Todas as contas do Estado e da Fazenda Pública serão arrestadas para faa cumprimento à ordem. Precisamos garantir o princípio da dignidade da pessoa humana haja vista ter o salário dos servidores natureza alimentar

 

 

 

Leia mais: http://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/justica-ordena-arresto-de-15-bilhao-do-estado-para-pagar-salarios-de-abril-dos-servidores-19262422.html#ixzz48BSzqDpp

A explicação mais plausível do problema: A polícia prende, a justiça solta.

Presídios do Rio nunca estiveram tão cheios: são 48 mil presos para 27 mil vagas

As 53 unidades do sistema carcerário do Estado do estão superlotadas. Um levantamento de 26 de abril da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), revela que há 48.488 internos num sistema que só comporta 27.242 pessoas.
No último ano, mesmo com a criação de iniciativas que têm como objetivo a diminuição do “inchaço” nas cadeias, como as audiências de custódia, a população carcerária aumentou em 4 mil pessoas. De acordo com Emanuel Queiroz Rangel, coordenador de Defesa Criminal da Defensoria Pública, o aumento no número de prisões e a diminuição dos benefícios concedidos aos presos gerou essa situação.
— Nunca se prendeu tanto, e nunca a situação nos presídios foi tão crítica — afirma.
O presídio mais superlotado do Rio é a Cadeia Pública Milton Dias Moreira, em Japeri, na Baixada Fluminense. Lá, há quase três presos para cada vaga: são 2.583 internos onde cabem 884 pessoas. Tem até 36 presos em celas com capacidade para seis internos; na ala dos idosos: celas de quatro vagas abrigam entre sete e oito idosos.

Custódia: 40% livres
Em setembro do ano passado, o Tribunal de Justiça do Rio passou a realizar as audiências de custódia em casos de prisões em flagrante. A partir de então, todos os presos em flagrante na capital são apresentados imediatamente a um juiz, que decide se a pessoa será encaminhada ao sistema prisional ou poderá responder ao processo em liberdade. No entanto, ao contrário do esperado, da adoção da medida até hoje, a população carcerária aumentou em 5 mil presos.
Segundo a juíza Marcela Assad Caram Januthe Tavares, coordenadora das audiências de custódia, 40% dos presos são libertados após serem apresentados à Justiça.
— Não posso responder em relação aos presos enviados ao sistema através das Varas Criminais, onde prisões também são decretadas, mas em relação aos flagrantes encaminhados à custódia, a quantidade de pessoas levadas ao sistema diminuiu, sim — afirma a juíza.
De 1º de janeiro a 24 de abril de 2016, segundo a Defensoria Pública, cerca de 8 mil pessoas foram presas em flagrante. Outras 5 mil foram encaminhadas ao sistema por cumprimento de mandados de prisão.

Gericinó
Em todas as unidades que compõem o Complexo de Gericinó, em Bangu, há 26.899 presos e presas ocupando um espaço com capacidade para 15.972 pessoas. A unidade com maior taxa de superlotação é o Instituto Penal Vicente Piragibe: 3.499 internos para 1.444 vagas. Entre as unidades para mulheres, a Penitenciária Joaquim Ferreira de Souza é a mais inchada: tem 87% de presas a mais do que vagas.
Há também dez unidades em que o número de vagas ainda é maior do que o de internos. Na Penitenciária Cel. PM Francisco Spargoli Rocha, em Niterói, há 180 vagas para 118 presos. Já na Colônia Ag. Marco Aurélio Vergas Tavares de Mattos, em Magé, para presos no regime semiaberto, 69 presos ocupam o espaço que abriga 140 pessoas. Em Gericinó, o Instituto Benjamin de Moraes Filho tem 886 pessoas e 912 vagas.
Em nota, a Seap informa que “vem tentando sanar o problema e abrir mais vagas” no sitema carcerário. Hoje a Seap conta com duas unidades em construção, uma em Gericinó e outra em Resende, sendo que a de Resende deve ser inaugurada ainda esse ano. Para o defensor público Emanuel Queiroz, a abertura de mais unidades não é solução. “Estamos tapando o sol com a peneira”, diz.

Entrevista com o coordenador de Defesa Criminal da Defensoria Pública, Emanuel Queiroz.
Por que a situação chegou a esse estágio?
Nos últimos anos, estamos assistindo a um aumento enorme no número de prisões. Em março deste ano, foram 2.500 flagrantes, sem contar os presos com mandados de prisão expedidos. Além disso, cada vez menos benefícios estão sendo dados aos detentos. É cada vez mais difícil sair da cadeia.

Por que as audiências de custódia não foram capazes de diminuir esse inchaço?
As audiências só existem na capital, por isso não conseguimos sentir a diferença nos números. O número de prisões explodiu na Baixada e em São Gonçalo, por exemplo, áreas que as audiências não cobrem. Além disso, a cada mês o número de prisões aumenta, o que acaba não mudando muito a quantidade de pessoas que são encaminhadas ao sistema todos os dias.

Está mais difícil sair do sistema penitenciário?
De certa maneira, sim. Números do Conselho Penitenciário mostram que até 27 de abril deste ano houve 130 livramentos condicional de pena, ou seja, liberdade antecipada por apenado. A média mensal do ano passado foi de 309 por mês. Quem trabalha e quem visita o sistema penitenciário sabe que o clima está muito ruim nos presídios. Temos de agir para não acontecer uma tragédia.

Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/presidios-do-rio-nunca-estiveram-tao-superlotados-sao-48-mil-presos-para-27-mil-vagas-19262265.html#ixzz48BVYc0uT

Delação põe mais um oficial da polícia do Rio na mira da ‘Lava Jato da PM’

As sucessivas fases da operação Lava Jato, em Curitiba, estão servindo de inspiração para que promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e agentes da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança do Rio (Ssinte) aprofundem as investigações sobre fraudes no Fundo de Saúde da PM (Fuspom). Batizada de Carcinoma, a operação já teve duas fases, que terminaram com 30 pessoas denunciadas — sendo nove oficiais da PM — nos últimos três meses. No entanto, as investigações, assim como as de PF, ainda estão longe do fim: delações premiadas e escutas feitas nos últimos dois meses puseram mais um oficial da PM mira dos investigadores.
No relatório da Ssinte que relata detalhes do acordo feito entre promotores do Gaeco e o empresário Tiago Medeiros Cunha, denunciado na primeira fase da investigação. O documento revela que Tiago contou aos agentes que sua empresa, a M&C Comércio e Soluções de Equipamentos Ltda, com sede em Brasília, foi usada como fachada para desviar R$ 560 mil do Fuspom. A partir de seu relato, foram presos, na segunda fase das investigações, dois empresários e uma capitã.
Para sacramentar o acordo, Tiago entregou ao Gaeco gravações feitas por ele em encontros com outros réus. Esses arquivos de áudio jogaram luz sobre um oficial até então desconhecido para os investigadores: o major Fabio dos Reis Silva, lotado até o último dia 17 na Diretoria Geral de Administração e Finanças (DGAF). Segundo o relatório da Ssinte, uma das conversas revela que Reis participou de “uma reunião na Kopenhagen”, uma cafeteria próxima ao QG da PM, no Centro do Rio, onde foram definidos “o valor da propina” a ser paga pelos empresários e “como seria feito o procedimento”.

 

Major foi transferido para a ‘geladeira’ da PM
De acordo com o relatório da Ssinte, existem “fortes indícios” da participação do major Reis — que ainda não foi denunciado — “nos crimes de fraude ao procedimento licitatório, corrupção ativa e passiva, peculato e organização criminosa”. Uma semana depois da deflagração da operação motivada pela delação de Tiago, no dia 11 de março, o major Reis foi transferido da Diretoria de Orçamento, onde estava lotado desde 2010, para a Diretoria Geral de Pessoal, a “geladeira” da PM.
As escutas em que o nome do oficial é citado servirão de base para as próximas fases da investigação. Nos diálogos gravados, Rogério Colaço, um dos empresários presos na operação acusados do pagamento de propina a PMs, afirma que os majores Reis e Delvo Nicodemos Noronha Junior — denunciado e preso na primeira fase das investigações, em dezembro — acertaram o valor de propina em “10% do total do contrato, sendo 1% em adiantamento para que as notas fossem falsamente atestadas”. O contrato assinado com a M&C previa o fornecimento de 200 aparelhos de ar-condicionado. Só 27 foram, de fato, entregues e, mesmo assim, só seis tinham a capacidade prevista no acordo.
Em seguida, na gravação, feita de forma escondida, Colaço afirma que Delvo o informou que a propina seria dividida entre “uma turma de majores”. De acordo com o relatório, após a reunião na Kopenhagen, Reis teria “saído do circuito”.
Em seu depoimento, Tiago Cunha afirmou que sua empresa, a M&C, foi convidada a entrar no esquema porque já tinha um contrato em vigor com o Batalhão da Guarda Presidencial. Assim, Tiago “emprestou” a ata de registro de preços usada nesse contrato para que a PM pudesse pegar “carona”, sem fazer licitação. A maior parte das compras fraudulentas foi feita dessa maneira.
Tiago afirma que foi convidado a participar do esquema pelos irmãos e empresários Rogério e Fernando Colaço, do Rio. De acordo com as investigações, do total do contrato, R$ 75 mil ficaram com Tiago e R$ 345 mil, com os irmãos.
Segundo o Gaeco, os dois irmãos, presos desde o último dia 11, também foram responsáveis por intermediar o contato com a SK Refrigeração, que entregaria parte dos aparelhos acordada no contrato. A M&C nunca forneceu nada à PM.
Procurada, a PM informou que “vem apurando com rigor todas as irregularidades denunciadas e continuará apoiando o Gaeco”.

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Máfia da saúde: empresa que não pagou propina sofreu ‘sanções’ da PM

Uma empresa de material médico que se recusou a pagar propina à quadrilha que desviou mais de R$ 16 milhões do Fundo de Saúde da PM (Fuspom) tomou calote e ainda deixou de ser contratada pela corporação. O sócio e a gerente de vendas da fornecedora prestaram depoimentos como testemunhas durante das investigações da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança (Ssinte) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e afirmaram que, após a recusa do pagamento de propina, a empresa sofreu “sanções” da quadrilha.
A gerente de vendas disse aos investigadores que a empresa já tinha um contrato celebrado com a PM no valor de R$ 450 mil para fornecimento de materiais cirúrgicos descartáveis. Para assinar esse contrato, a empresa foi escolhida num pregão — procedimento pouco usado pela quadrilha, que fazia a maioria das compras fraudulentas através de procedimentos de adesão a atas de registro de preços, ou seja, sem licitação.
Segundo a funcionária, após a recusa no pagamento de propina, a empresa passou a ter “sérios problemas com o setor administrativo da PM”. Ela relatou que os R$ 450 mil referentes ao contrato demoraram 11 meses para serem pagos: a empresa só recebeu o pagamento em novembro de 2014, após as fraudes começarem a ser investigadas, sem juros ou correção monetária. De acordo com a gerente, a PM “fez de tudo para dificultar o pagamento da quantia”. Para os investigadores, o atraso foi proposital “com intuito de fazer com que os fornecedores, em caso de eventual nova contratação, acabassem por sucumbir ao pagamento dos valores e dos percentuais exigidos ilicitamente”.
Além disso, segundo o MP, a empresa “não era contratada ou se estava em boa colocação no pregão licitatório, poucas vezes realizado, era desclassificada pelos pregoeiros, sendo contratada a sociedade empresária fornecedora que prometia ou oferecia vantagem econômica indevida à organização criminosa”.
Oficiais acusados são citados
A gerente de vendas da empresa citou, em seu depoimento, três oficiais da PM acusados pelo MP de pertencerem à quadrilha. Segundo a mulher, ela manteve contato com a capitã Luciana Rosas Franklin, o major Helson Sebastião Barbosa dos Prazeres e o coronel Décio Almeida da Silva, “pois eles eram responsáveis pelo setor administrativo do Fuspom e demonstravam que tinham condições de influenciar no pagamento”.
De acordo com o relato da mulher, antes de receber o pagamento pelos produtos fornecidos, ela teve de ir, “em estado avançado de gravidez”, até o QG da PM pelo menos uma vez por semana.
Luciana foi presa na última sexta-feira, na operação Carcinoma. Já Décio e Helson foram denunciados, mas responderão ao processo em liberdade. Décio fez acordo de delação premiada e Helson colaborou com as investigações, apesar de não ter concordado em fazer acordo com a Justiça. Os três respondem pelos crimes de organização criminosa e dispensa de licitação, na Justiça comum, e peculato e corrupção passiva, na Justiça Militar.

Fonte: http://extra.globo.com/casos-de-policia/mafia-da-saude-empresa-que-nao-pagou-propina-sofreu-sancoes-da-pm-18362882.html#ixzz46CCyj4XD

Em abril, faltou dinheiro até para a passagem

No mês de abril aconteceram coisas jamais vistas na Cidade do Rio de Janeiro. Falta de dinheiro deixou os funcionários públicos sem dinheiro para pagar passagens de ônibus para irem trabalhar; aposentados da polícia indo almoçar em quartéis (naqueles que tinham rancho, pois na maioria nem isso tinha). Da falta de alimentação nos quartéis e postos da polícia militar à falta de papel para impressão nas delegacias; da falta de vergonha dos governantes em não pagarem os salários devidos ao funcionalismo ao absurdo de deixarem os aposentados quase dois meses sem qualquer amparo e sem rendimento – o Rio de Janeiro ficou entregue às baratas.

FOTOCABO

Cabo Altamir Cruz – Andando da Ilha do Governador à Niterói

cabo Altamir cruz tenta ir andando da Ilha até Niterói

No noticiário diário o que se via dava vergonha de ver:

Dois cabos do Corpo de Bombeiros, Felipe e Ângelo, foram flagrados e fotografados depois de saírem de casa, à pé, às 5h da manhã, do bairro Xerém, de Duque de Caxias, Baixada, em direção ao bairro de Copacabana, onde trabalhavam – uma caminhada de 54,9 quilômetros.
Outro flagrado indo trabalhar à pé foi o, também, cabo Altamiro Rodrigues da Cruz, morador da Ilha do Governador, que foi andando até Charitas, em Niterói. Quantos não fizeram isso!!
A explicação dada é muito simples: Os R$ 100 de auxílio transporte que recebem desde 2011 vem junto com o pagamento. Se não há pagamento também não tem dinheiro para o transporte.
Fonte: Extra

 

Outro assunto que ganhou destaque nesse mês de abril, ainda abrangendo o escândalo da falta de dinheiro no Rio de janeiro foi o segundo emprego improvisado dos servidores.

 

Se o governo não tem dinheiro para pagar o servidor, o que fazer para pagar as contas vencidas de Água, Luz, Prestações, Remédios, Alimentação da Família etc? Todos precisam de dinheiro para viver!! Se no emprego que se tem, vencido o mês, o dinheiro não saiu, e dão como previsão quase um mês para a frente para o recebimento, como ficam as contas e as famílias. Claro que diante de um quadro lamentável como esse o governo, praticamente, induz o funcionalismo a um ‘se vira’, ‘é cada um por si’.
Porém, junto com a necessidade de se cumprir com as obrigações mensais, vem a oportunidade também daqueles mais espertinhos que armam, já há algum tempo, na intenção, claro, de melhorar a renda. Muitos pediram afastamento para tratamento médico e aproveitaram para faturar uma graninha a mais – ganhar em cima da crise, mas aí… o bicho pegou!
O cabo Marco Aurélio Martins de Andrade, do 31º BPM (Barra da Tijuca), recebeu voz de prisão por estar vendendo peixe em uma feira livre durante o período de Licença para Tratamento de Saúde (LTS).
Outras duas policiais militares foram presas por exercerem atividades laborais no período que deveria ser destinado a tratamentos médicos.
Uma segundo sargento (lotada no Batalhão de Policiamento em Vias Expressas – BPVE) foi presa após ser flagrada trabalhando como veterinária em uma clínica de no bairro Paciência.
Também foi presa a auxiliar de enfermagem do Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), por volta das 8h30, trabalhando na Unidade Neonatal da Maternidade Leila Diniz, na Barra da Tijuca. A auxilar de enfermagem estava licenciada no período de 27 de março a 3 de maio.
A Polícia Militar começou a investigar policiais que se encontram de LTS, mas que seguem exercendo outras atividades. Nos corredores dos batalhões da corporação, os militares comentam que as Delegacias de Polícia Judiciária Militar estão realizando uma espécie de “caça às bruxas”
A Corregedoria Interna está atrás de outros policiais que estão trabalhando como motoristas para o aplicativo Uber.
Para evitar que os policiais militares entrem com pedidos de Licença para Tratamento de Saúde, os atendimentos foram temporariamente suspensos na clínica de psiquiatria da PMERJ. Circular afixada nos corredores da unidade pedia aos agentes que entrassem em contato com o setor de marcação de consultas.

Corpos de PM e irmão, que desapareceram após cobrar dívida, no Rio, são encontrados

Corpos foram encontrados no Rio Paraíba do Sul

Agentes da Defesa Civil encontraram os corpos do policial militar Eliandro Fontes de Oliveira, de 35 anos, e seu irmão, João Carlos Fontes, de 30, que estavam desaparecidos desde quinta-feira. Os irmãos saíram de casa em Lages, bairro de Paracambi, na Região Metropolitana do Rio, para cobrar uma dívida em Vassouras, cidade do Sul Fluminese. Eles não informaram a amigos ou parentes de quem cobrariam a dívida e nem o valor devido.

Os corpos foram encontrados no Rio Paraíba do Sul, na altura de Vassouras. O corpo de João Carlos foi encontrado na segunda-feira. Já o de Eliandro foi encontrado nesta terça-feira, a cerca de 1km do local onde os agentes haviam encontrado o corpo do seu irmão. O policial militar, que era lotado no 28ºBPM (Volta Redonda), foi reconhecido por companheiros de trabalho a partir de uma tatuagem.
Corpos foram encontrados no Rio Paraíba do Sul
Corpos foram encontrados no Rio Paraíba do Sul Foto: Divulgação/Defesa Civil
Policiais da turma de Eliandro, conhecida como “Família 79”, participaram do trabalho de buscas, que começou na sexta-feira. Depois de fazer buscas nos municípios de Vassouras, Paracambi, Mendes e Valença, os agentes chegaram ao local exato onde estavam os corpos após terem sido avisados por pescadores da região, que disseram ter visto volumes boiando no rio que se assemelhavam a corpos.

Fonte: Jornal Extra

Policial militar e irmão desaparecem, após saírem de casa para cobrar dívida

Um policial militar e seu irmão desapareceram, na última quinta-feira, após saírem de casa em Lages, bairro de Paracambi, Região Metropolitana do Rio, para cobrar uma dívida em Vassouras, cidade do Sul Fluminense. Eliandro Fontes de Oliveira, de 35 anos, e João Carlos Fontes, de 30, não informaram a amigos ou familiares de quem cobrariam a dívida, nem o valor da mesma. O carro em que os irmãos estavam, um Fiat Strada prata de placa LUY-1221, ainda não foi encontrado.
De acordo com o sargento Romano Lomelino, que trabalha com o PM desaparecido no 28º BPM, policiais militares da turma de Eliandro estão, desde sexta-feira, fazendo buscas nos municípios de Vassouras, Paracambi, Mendes e Valença — próximos à região — para encontrar o amigo e seu irmão.
O caso está registrado na 51a DP (Paracambi).
Qualquer informação sobre o paradeiro dos irmãos, fale com o Disque Denúncia (21) 2253-1177 (Região Metropolitana) ou 0300-253-1177 (demais regiões)

Fonte: Jornal Extra

PM aumentará efetivo de policiais em bairros da Zona Norte

Comandante geral participou de audiência, na tarde desta segunda-feira, 18 de abril, da Comissão de Orçamento da Alerj

A Polícia Militar aumentará o policiamento em bairros da Zona Norte. O anúncio foi feito, na tarde desta segunda-feira, pelo comandante geral da PM, coronel Edison Duarte dos Santos, durante uma audiência pública da Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

“Estamos formando neste semestre 1.350 policiais militares. Vamos tentar distribuir parte desse efetivo no 41º BPM (Irajá), 9º BPM (Rocha Miranda) e 16º BPM (Olaria), onde identificamos necessidade maior de reforço na segurança pública”, disse Duarte.

O presidente da comissão, deputado Pedro Fernandes (PMDB), pediu ao comandante que o efetivo seja distribuído de acordo com o índice de criminalidade de cada região. “Não adianta encher a Zona Sul de policiais e deixar a Zona Norte abandonada. Isso precisa ser revisto”, destacou.

Além disso, durante a audiência, o parlamentar fez um histórico do orçamento da PM nos últimos oito anos e ressaltou que a verba destinada à polícia aumentou 203% nesse período. “A desculpa de não ter orçamento não condiz com o histórico apresentado. Hoje passamos por uma crise, mas ela é recente e o abandono no subúrbio sempre foi frequente. Nos últimos quatro anos, 10 mil policiais entraram para a corporação e pouquíssimos foram lotados nos batalhões da Zona Norte”, contou o deputado.

O comandante geral lembrou que a falta de efetivo na PM atinge todo o estado. Por causa da crise, 17 mil policiais que trabalhavam com Regime Adicional de Serviço (RAS) estão com os salários atrasados. O RAS é a hora extra que os PMs fazem para a própria corporação. “Perdemos, em média, 500 homens por dia”, informou Duarte, que lembrou ainda que a polícia mudou o quadro de horários da corporação e colocou agentes que atuam no setor administrativo nas ruas.

Fonte> Jornal O Dia