ASSINAP

Bombeiros do Rio: mudança em aposentadoria recebe críticas

Ontem foi publicado uma reportagem no Jornal Extra sobre a minha opinião, em nome da ASSINAP, para saber o que eu achava em aumentar o tempo de trabalho dos bombeiros militares. Como presidente da associação que luta em prol da categoria critiquei a proposta que está para ser votada, assim como o presidente da AMAE. Segue abaixo a matéria do jornal o Extra desta quarta-feira, dia 19 de setembro:

A mudança que o governo do estado quer implantar nas regras de aposentadoria do Corpo de Bombeiros, fazendo com que os servidores da corporação tenham que trabalhar mais tempo para deixar a ativa, recebeu críticas de associações que defendem a categoria. O presidente da Associação de Ativos, Inativos e Pensionistas da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros (Assinap), Miguel Cordeiro, classificou como absurda a proposta, que estava na pauta da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), mas recebeu nove emendas e não foi votada nesta terça-feira: — Os bombeiros executam diversas atividades perigosas e insalubres, como remoção de cadáveres, e não recebem qualquer adicional. A compensação é exatamente poder se aposentar mais cedo. É preciso conhecer melhor a natureza do serviço dos bombeiros antes de se propor uma mudança dessas. Para Melquisedec Nascimento, presidente de Associação de Militares Auxiliares e Especialistas (Amae), ao argumento do aumento da expectativa de vida, usada pelo governo no projeto, não justifica a mudança: — Mesmo nos países mais desenvolvidos, com expectativa de vida maior do que a do Brasil, os militares se aposentam antes. Ainda segundo Nascimento, ter militares muito idosos nas ruas pode comprometer a qualidade do serviço, já que a condição física não é a mesma. O projeto prevê que a transferência para a reserva remunerada (na qual o bombeiro pode ser convocado para trabalhar) passaria a acontecer aos 60 anos, em vez de ser entre 48 e 59 anos, de acordo com a patente, como é atualmente. A reforma se daria aos 62 anos, favorecendo os oficiais superiores (coronéis, tenentes-coronéis e majores), que atualmente podem deixar a ativa apenas a partir dos 64. Os demais (de capitão a soldado) teriam que trabalhar até seis anos a mais para se aposentar.

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