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Delegado quer prisão temporária dos PMs envolvidos em morte em Paraty

Vítima de 23 anos teria sido morto por se recusar a deixar terreno ocupado

Jornal O DIA
Rio – O delegado Flávio Narcizo da 167ª DP (Paraty) encaminhou à Justiça do Rio uma representação pela decretação das prisões temporárias dos policiais militares Udson de Oliveira e Claudio Antonio Fonseca, acusados de assassinar Jaisson Caique Sampaio, 23 anos, em Trindade, Paraty, na Costa Verde. O crime aconteceu na sexta-feira. O rapaz estava em casa quando foi baleado no pescoço, costas e perna.
Segundo a polícia, havia uma briga entre uma empreiteira e moradores por propriedade de terrenos do balneário. Alojamentos de operários da empresa que fazia obras no local foram incendiados. Ainda de acordo com a Polícia Civil, os dois policiais teriam tentado matar o irmão de Jaisson, Jedson Allison Sampaio dos Santos.
Policiais contaram que no dia do crime, às 13h, os dois acusados teriam ingressado em uma propriedade rural, na região da Praia Brava, ocupadas por duas vítimas e suas famílias, e teria iniciado um confronto entre os ocupantes e os PMs.
Os dois autores agiam como representantes da pessoa jurídica que alega ser a dona do terreno. Eles não estavam no exercício da função pública, e teriam usado armas particulares. Teria ocorrido discussão acirrada e, em determinado momento, um dos policiais sacou a arma e fez os tiros que causaram a morte de Jaisson. As armas foram apreendidas e encaminhadas para perícia.
O delegado Flávio prediu as prisões dos suspeitos por entender que as vítimas agiam naquele momento em defesa da sua posse contra os autores, policiais militares, invasores. Eles vão responder por homicídio qualificado por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima e tentativa de homicídio qualificado

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