ASSINAP

Do ‘Fundo’ perdido aos ‘Recrutas’ sem formação adequada

O Fundo único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro – Rio Previdência, está com um passivo de R$ 40.439.226,00 (quarenta milhões, quatrocentos e trinta e nove mil, duzentos e vinte e seis reais). O que significa isso? Significa que a má administração do erário público resultou num rombo desse quilate que será suprido com o aumento de contribuições previdenciárias dos servidores públicos, nós, os servidores militares. Toda vez que arrombam o cofre do Estado, quem paga o roubo é o servidor. Se hoje o Governo não consegue honrar seus compromissos não foi por causa da má arrecadação, tenham certeza que não, nunca se arrecadou tanto quanto nos dias de hoje. O problema é de gestão: Fazer obras com orçamentos superfaturados; refazer obras abandonadas por empreiteiras; assumir compromissos que não tinham condições de assumir, como é o caso das Olimpíadas que nos farão passar vergonha internacionalmente, com obras por terminar e por falta de efetivo ‘competente’ da polícia militar. Estou mentindo? Falei algum absurdo? Estão correndo para formar novos recrutas. Não estarão prontos até as Olimpíadas. Vão colocá-los nas ruas assim mesmo, por que é o que se tem. Vão dar conta? Não, claro que não. Vão sofrer e fazer um serviço capenga, sem noção do perigo real. As turmas que estão sendo preparadas não têm nem alimentação, almoço, comida!!!! Tiveram que dispensá-los ao meio dia, quando deveriam ser dispensados às 18 horas por que não tinham rancho, comida, alimentação. Sendo assim, serão soldados formados com a metade do tempo exigido, mas vão colocá-los nas ruas assim mesmo pelo falta de contingente.

Miguel Cordeiro – Presidente da ASSINAP

PLP 257 / 2016

Estabelece o Plano de Auxílio aos Estados e ao Distrito Federal e medidas de estímulo ao reequilíbrio fiscal; altera a Lei no 9.496, de 11 de setembro de 1997, a Medida Provisória no 2.192-70, de 24 de agosto de 2001, a Lei Complementar no 148, de 25 de novembro de 2014, e a Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000; e dá outras providências.

Projeto de Lei, inteiro teor: PLP 257-2016

Abaixo link para acompanhar este projeto:

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2080237

Crise financeira faz PM retirar de circulação carros administrativos dos batalhões

Na foto, o aviso da limitação de 20 litros colado na bomba de combustível, enquanto um carro da Polícia Civil era abastecido na última quarta-feira

Na foto, o aviso da limitação de 20 litros colado na bomba de combustível, enquanto um carro da Polícia Civil era abastecido na última quarta-feira Foto: Extra Cidade / Urbano Erbiste/Extra/Agência O Globo

A limitação de apenas 30 litros de combustível na hora de encher os tanques dos carros da Polícia Militar, e de 20 litros para os carros da Polícia Civil, não foi o único reflexo da crise que levou o governo estadual a atrasar o pagamento de fornecedores, entre eles a BR Distribuidora, responsável por fornecer gasolina e álcool para as duas corporações.

Em nome da economia, a PM resolveu retirar de circulação os veículos utilizados no transporte de policiais encarregados dos serviços administrativos dos batalhões.

Assim , o serviço passou a ser feito a pé ou em veículos caracterizados.

— Perdemos os veículos administrativos. Todos foram lacrados e estão sem rodar — disse um oficial, que pediu para não ser identificado.

Procurada pelo EXTRA, a PM disse, em nota, que não teve seu serviço afetado por conta da economicidade de recursos. O documento diz ainda que o comando da corporação, visando atingir as metas de equilíbrio econômico e financeiro, determinou a redução na utilização de viaturas administrativas.

Na foto, uma viatura da PM parada, na tarde de quarta-feira, em frente auka cabine da Rua professora ester de Melo, em Benfica

Na foto, uma viatura da PM parada, na tarde de quarta-feira, em frente auka cabine da Rua professora ester de Melo, em Benfica Foto: Extra Cidade / Urbano Erbiste/Extra/Agência O Globo

Ontem, Miguel Cordeiro, presidente da Associação dos Ativos e Inativos da PM e dos Bombeiros, disse que vai entrar na Justiça contra a limitação de cotas de combustível.

— Vamos entrar, na terça-feira, com um mandado de segurança contra o estado. Queremos que o governo mande revogar a limitação. Com 30 litros de combustível, a atividade de segurança pública fica prejudicada, já que não é possível patrulhar grandes áreas, e a sensação de insegurança da população aumenta. Isto também pode colocar em risco a vida dos policiais. E se a gasolina acabar em meio a uma perseguição ? — indagou Miguel Cordeiro.

Também, ontem, a equipe de reportagem do EXTRA esteve mais uma vez no posto de abastecimento da Polícia Civil, que fica na Praça da Bandeira, na Zona Norte do Rio. no local, avisos que o abastecimento estava limitado a 20 litros continuavam colocados, a exemplo de anteontem, nas bombas de combustível.

Fonte: Extra

Recém-nascido abandonado é socorrido por policiais da UPP

Policiais da UPP Manguinhos socorrem recém-nascido encontrado na rua

Foto: Divulgação/UPP

Um recém-nascido foi encontrado, na tarde desta quarta-feira, na comunidade de Manguinhos, Zona Norte do Rio. Policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Manguinhos foram procurados por um morador da comunidade, que informou ter encontrado o bebê em frente à porta de casa, na localidade conhecida como Vila Turismo, envolto em um pano sujo dentro de uma sacola.

O bebê, que ainda estava com o cordão umbilical, é um menino, pesa 2,700kg e mede 47cm. Ele foi encaminhado pelos agentes para o Hospital Federal de Bonsucesso e passa bem. A ocorrência foi registrada na 21ª DP (Bonsucesso).

Fonte: Extra

Justiça decreta prisão de PMs que forjaram auto de resistência

Diógenes dos Santos, pai de Vítor, assassinado por PMs: indenização na Justiça

Paulo Nicolella / Agência O Globo

Quase três anos depois de o motociclista Vítor Moura dos Santos, de 19 anos, ter sido perseguido e morto com um tiro na nuca ao passar sem parar por uma blitz da Polícia Militar em Honório Gurgel, na Zona Norte do Rio, o juízo da 1ª Vara Criminal da Capital bateu o martelo e decretou a prisão preventiva de quatro PMs envolvidos no crime. Lotados no 9º BPM (Rocha Miranda), os PMs Adilson Batista dos Reis, Sanzio Tavares Umbelino, Washington dos Santos Batista e Roquelane Peres Campelo são acusados de forjar um auto de resistência para encobrir o assassinato do rapaz. A vitima não tinha antecedentes criminais e estava desarmada.

Apesar disso, os PMs apresentaram uma pistola com numeração raspada, na 29ª DP (Madureira) e disseram que a arma estava com Vítor. O crime ocorreu no dia 29 de julho de 2013. No despacho da juíza Viviane Ramos de Faria, que no último dia 11 de janeiro decidiu pela decretação das prisões, a magistrada ressaltou que os policiais tentaram montar uma farsa. “…Consta dos autos que, após cometimento de crime gravíssimo, os policiais forjaram situação que justificaria suas condutas, imputando à vítima fato criminoso para se eximirem de responsabilização criminal. Não satisfeitos em terem ceifado a vida de um jovem de 19 anos, os réus entenderam por bem apresentar arma de fogo na delegacia de polícia, relatando à autoridade policial de plantão, versão de que a vítima estaria praticando roubos na localidade, juntamente com um segundo elemento”, escreveu a juíza.

O caso foi registrado pelos PMs na 29ª DP e depois avocado para Divisão de Homicídios(DH). A Polícia Civil apurou que Vítor estava sozinho na motocicleta. Ele não teria atendido a ordem de parar porque não tinha carteira nacional de habilitação. Segundo a polícia Militar, todos os quatro PMs que foram denunciados e tiveram as prisões decretadas estão atualmente presos no presídio da PM, em Niterói. Mas nem sempre foi assim. Sete meses depois da morte do motociclista, o cabo PM Adilson Batista dos Reis, que confirmou ter feito quatro disparos durante a abordagem que tirou a vida de Vítor, ainda não havia sido afastado de suas funções. No dia 11 de fevereiro e 2014, Reis se envolveu em mais um crime semelhante. Ele e outros dois policiais foram acusados de forjar um confronto ( auto de resistência) ência para encobrir as mortes dos mototaxistas Gleberson Nascimento Alves e Alan de Souza, em Rocha Miranda.

Aguardo da condenação

O motorista Diógenes Alves Santos, de 53 anos, pai de Vítor Moura, disse que aguarda apenas e condenação dos PMs envolvidos na morte do seu filho, para entrar na Justiça com um pedido de indenização contra o estado. O rapaz era único filho homem de Diógenes, que é pai ainda de duas meninas.

— Ele era o caçula. Meu coração só vai ficar aliviado quando eles forem condenados. Já falei com meu advogado. Vamos entrar com um pedido de indenização assim que sair a condenação. Meu filho foi assassinado a poucos metros da nossa casa — disse o motorista.

No dia 11 de julho de 2013, Diógenes e o filho saíram juntos de casa, mas ao cruzarem o portão da residência, tomaram direção opostas. Vítor dobrou à esquerda e foi devolver uma motocicleta para um amigo, que havia lhe emprestado o veiculo. Já o motorista dobrou à direta, e seguiu rumo ao trabalho. Depois de passar pelos policiais, Vitor foi perseguido e caiu na Rua Cauá, na esquina com Rua Turina. Os PMs alegaram que só dispararam após o rapaz ter dado um tiro. E alegaram ainda, que Vítor estava em companhia de um homem que conseguiu fugir.

Testemunham presenciaram a perseguição e garantiram que Vítor não estava armado e que estava sozinho. Após o adolescente ser atingido na nuca,uma mochila com uma arma foi colocada ao lado do seu corpo. O crime mudou para sempre a vida de Diógenes.

— minha vida mudou bastante. Fiquei depressivo e tive que fazer um tratamento médico para conseguir voltar a trabalhar —disse o motorista.

Procurada, a assessoria da Polícia Militar confirmou que os PMs envolvidos na morte de Vítor continuam presos. Ainda segundo a PM, um processo disciplinar foi aberto para investigar a conduta dos militares.

Fonte: Extra 

PM perde tudo em enchente no Rio e colegas criam campanha para ajudá-lo

Reprodução/Facebook

Em meio a tantos cariocas que sofreram os efeitos da forte chuva que caiu sobre a cidade do Rio, na última segunda-feira, está Fábio Cockles. Após um dia intenso de trabalho, o policial militar voltou para casa, no bairro de Bangu, na Zona Oeste, e encontrou um estado de caos: o PM perdeu tudo que tinha em sua residência em decorrência do aguaceiro que afetou a região.

Forte chuva deixou estragos de grande proporção em vários pontos da cidade do Rio.

Reprodução/Facebook

Forte chuva deixou estragos de grande proporção em vários pontos da cidade do Rio. 
Um barco foi utilizado para retirar moradores em Bangu, Zona Oeste do Rio.

Reprodução/Facebook

Um barco foi utilizado para retirar moradores em Bangu, Zona Oeste do Rio. Comovidos pela situação em que ficou o colega de corporação, outros PMs iniciaram uma campanha de arrecadação para ajudar Fábio a reconstruir sua vida. Um grupo de cinco policiais de São Paulo, ao receberem um pedido de ajuda com os dados bancários de Fábio, criaram um post no Facebook que vem ganhando a rápida adesão de pessoas se solidarizando com a situação do carioca.

Ao EXTRA, o soldado Igor Andrij, da Polícia Militar de SP, um dos coordenadores da campanha virtual, conta que ainda não conseguiu ter contato com Fábio, o que não o impede de recrutar ajuda.

— Nós cinco pretendemos visitá-lo em breve, no Rio. Mas ainda nem conseguimos falar com ele. O importante, agora, é mobilizar policiais do Brasil todo. Já sofremos com tantos problemas diariamente em nossa profissão, como denúncias de corrupção e os perigos que fazem parte do nosso trabalho — comenta Igor.

Em seu perfil no Facebook, Fábio agradeceu a todos que têm se mobilizado para ajudá-lo: “Me faltam palavras para agradecer tamanha generosidade por parte de todos os amigos de profissão, alguns que nem me conhecem, mas estão empenhados em me ajudar…Só tenho a agradecer e que Deus possa abençoar a todos em igual proporção”.

Em seu perfil no Facebook, Fábio agradeceu a todos que vêm ajudando a ele e sua família.

Reprodução/Facebook

Em seu perfil no Facebook, Fábio agradeceu a todos que vêm ajudando a ele e sua família. 

Fonte: Extra

PM atacado com seringa no Complexo do Alemão deve prestar depoimento nesta quarta-feira

xcO policial da UPP Nova Brasília atacado com uma seringa supostamente contendo sangue, no último domingo, deve ser ouvido nesta quarta-feira na 45ª DP (Complexo do Alemão). O depoimento aconteceria nesta terça, mas o PM sentiu-se mal, em virtude dos medicamentos ministrados desde o ocorrido, e precisou adiar a ida à delegacia.

A expectativa é de que o agente possa ajudar a identificar a agressora, que fugiu logo após desferir o golpe com o objeto. Já se sabe que, ao simular um pedido de socorro para atrair a atenção do PM, que chegava para trabalhar em seu carro particular, a suspeita estava acompanhada de outras duas mulheres.

A abordagem ocorreu por volta das 16h, na Rua Nova, um dos acessos à comunidade. Ao baixar o vidro, o policial foi atingido no antebraço esquerdo. Ele ficou um dia internado no Hospital Central da PM, no Estácio, e encontra-se afastado das funções, passando por acompanhamento diário na unidade de saúde. Entre os testes feitos pela equipe de infectologia estão o para hepatite e o para HIV, mas ambas as doenças foram descartadas.

Enquanto isso, o clima entre os colegas de farda que também atuam no Complexo do Alemão é de apreensão. Os policiais temem que novos ataques semelhantes ocorram.

— Como se não bastassem os tiros, agora tem também seringa — desabafou um PM, nesta terça-feira, sem se identificar.

Logo após o ataque, uma mensagem que chegou a ser creditada ao major Leonardo Zuma, comandante da UPP Nova Brasília, citava o ocorrido como uma nova forma de “desestabilizar o moral” dos PMs das UPPs. Em contato por telefone, o oficial pediu que fosse procurada a assessoria da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP).

A CPP, por sua vez, afirmou que “o comando da Polícia Militar está avaliando as circunstâncias do ataque e analisando as medidas necessárias para a proteção da tropa”.

Fonte: Extra

PM fica ferido em tiroteio após tentativa de assalto no Carioca Shopping, na Zona Norte

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Foto: Extra / Divulgação

Um homem foi preso e um policial militar ficou ferido numa troca de tiros dentro do Carioca Shopping, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio, na manhã desta terça-feira. Segundo informações do 41º BPM (Irajá), a ação começou quando três suspeitos tentaram assaltar a joalheria Monte Carlo, e um dos seguranças reagiu. O PM ferido estava de folga e passeava no estabelecimento.

Policiais prendem suspeito no Carioca Shopping, em Vicente de Carvalho

Foto: Extra / Divulgação

Policiais prendem suspeito no Carioca Shopping, em Vicente de Carvalho Foto: Foto de leitor / Extra

Ainda de acordo com a PM, dois suspeitos renderam o segurança no corredor do shopping e entraram na joalheria. Em seguida, eles teriam trancado os dois funcionários no cofre e tentado roubar jóias. O material foi recuperado pela polícia.

Os agentes apreenderam um revólver com o homem preso.

Bandidos tentaram assaltar a loja de jóias Monte Carlos, no Carioca Shopping

Foto: Extra / Divulgação

A assessoria de imprensa do Carioca Shopping informou que o estabelecimento está funcionando normalmente e que vai colaborar com as investigações.

Fonte: Extra

PM preso no Rio depõe sobre sumiço de armas em CPI: ‘Não há controle’

(Foto: Gabriel Barreira / G1)

(Foto: Gabriel Barreira / G1)

O coronel da PM Ricardo Coutinho Pacheco, ex-chefe do Estado Maior Geral Administrativo, preso suspeito de participar de uma quadrilha que teria desviado R$ 16 milhões de fundos de saúde da corporação, depôs como testemunha na CPI das Armas da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quinta-feira (25) e criticou o Sistema de Material Bélico (Sismatbel), que deveria fazer o controle das armas da corporação.

Em 2014, ano em que ele chefiou a pasta até novembro, ao menos 122 armas foram roubadas ou extraviadas, de acordo com a comissão parlamentar de inquérito. Entre 2012 e 2015 mais de 200 armas sumiram, assim como 2,5 mil munições.

Ele se eximiu da responsabilidade e disse que a notificação de roubos e extravios deve partir de comandantes das unidades operacionais (batalhões) e de seu superior, que seria o chefe de Estado Maior Operacional – e não o chefe de Estado Maior Administrativo, no caso, o próprio coronel.

Pacheco afirmou ainda que, como o controle de armas é feito pelos batalhões até mesmo em áreas de UPPs, o sistema continua sendo problemático atualmente. Na semana que vem, a CPI das Armas avaliará o software.

“Não há controle efetivo dessas armas e munições até hoje. Tenho certeza de que vocês perceberão isto na visita (de avaliação)”, disse o PM. O coronel, que está na reserva da PM, refutou ainda a crítica de que a implementação do sistema teria diminuído durante a sua gestão.

R$ 16 milhões em desvios
Treze oficiais da PM são acusados de participar do esquema, que teria desviado pelo menos R$ 16 milhões do fundo de saúde da PM entre 2013 e 2014. Além dos 13 oficiais, 12 empresários foram denunciados e vão responder por crimes de organização criminosa, dispensa de licitação, corrupção e peculato.

Até o fim do ano passado o coronel Pacheco era o chefe do estado maior administrativo, o segundo homem na hierarquia da PM. Ele foi detido durante operação do Grupo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio, da subsecretaria estadual de inteligência e da corregedoria da PM.

Fonte: G1